segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cidadão Boilesen

Assisti ao documentário Cidadão Boilesen ontem de manhã. Não sou uma espectadora assídua de documentários, mas achei a construção da narrativa realmente muito boa e absolutamente repleta de fontes valiossímas. O enfoque do documentário é a descrição histórica do apoio civil com que contou a ditadura pós 64. É muito intrigante e inquietante observar a forma como se arquitetam as relações de poder e como essas relações manipulam e dominam pra manter o seu poder. O nome que leva o filme é o nome de um empresário que se envolveu pessoalmente com o aparelho estatal e que gostou tanto da "coisa", que desenvolveu uma máquina para aprimorar os "serviços" realizados pela OBAN e sua turma. A máquina foi pensada e projetada pelo simpático empresário, mas foi confeccionada pelos nossos hermanos da america do norte, grandes sábios na arte da covardia. O nome do aparelho desenvolvido foi chamado de pianola boilesen. Sabe-se lá se por ironia, truculência, indiferença ou estupidez mesmo é que a máquina foi se chamar assim, mas, convenhamos: que tipo de pessoa sente orgulho em colocar seu próprio nome numa coisa dessas? Resultado: 25 tiros na cabeça. Não foi só uma execução, mas uma execução cheia de raiva. A violência vem dela mesma.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

British Politics

At a fringe meeting at last month’s Conservative party conference, one of the speakers began a defence of British bankers’ bonuses (£7 billion this year) by observing that “When God gave out brains, he didn’t give them all out equally, and so we have to live in an unequal society.”

Os liberais-conservadores são desse tipo de cérebro menos abençoado por deus, mas que tiveram grande sorte na vida e um espírito suficientemente hipócrita pra dizer uma heresia dessas. Os Liberais-conservadores precisam deixar de construir suas profecias baseado-se em Seu Próprio Umbigo . Posso concluir que deus está do lado deles?

Para ler o artigo de Mike Marqusee, Banks, Bonuses and "Brains": http://www.mikemarqusee.com/?p=1094

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Juizes optam por aborto diante de gravidez indesejada, aponta estudo

De 207 entrevistados que tiveram parceiras que engravidaram "sem querer", 79,2% abortaram

Pesquisa da Unicamp junto com a AMB é a primeira a retratar a opinião pessoal dos que operam a lei brasileira

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes opta pelo aborto, revela uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em parceria com a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). As informações constam de um levantamento maior, que investigou o que pensam os magistrados e promotores sobre a legislação brasileira e as circunstâncias em que o aborto provocado deveria ser permitido no país. Entre os 1.148 juízes que responderam a questionários enviados pelos Correios, 207 (19,8%) relataram que já tiveram parceiras que engravidaram "sem querer". Nessa situação, 79,2% abortaram. Das 345 juízas que participaram do estudo, 15% disseram que já tiveram gravidezes indesejadas. Dessas, 74% optaram pelo aborto.
Apesar de não representar a opinião da maioria dos magistrados (só 14% deles participaram da pesquisa), o trabalho é o primeiro a retratar a opinião pessoal daqueles que operam as leis sobre o aborto, tema que ganhou força no debate eleitoral. Os números refletem o que outras pesquisas populacionais já constataram: diante de uma experiência pessoal com a gravidez indesejada, grande parte das pessoas, mesmo as que seguem alguma religião, entende que a situação justifica o aborto.

MORAL

Na avaliação da antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o dado revela uma questão básica sobre temas moralmente sensíveis: uma coisa é como as pessoas agem e conduzem suas vidas, a outra é o que elas consideram moralmente correto responder sobre o tema.
"Aos 40 anos, uma em cada cinco mulheres já fez aborto no Brasil. Se perguntássemos a essas mesmas mulheres se elas são favoráveis ao aborto, a resposta seria incrivelmente diferente e contrária ao aborto", afirma Diniz, também pesquisadora da Anis (Instituto de Bioética Direitos Humanos e Gênero).
Incoerência? Para a antropóloga, não. Ela explica que temas com forte regulação moral, em particular pelas religiões, geram uma expectativa nas pessoas de haver respostas "corretas", que indicariam que elas são "pessoas boas".
"Cria-se uma falsa expectativa de julgamento moral do indivíduo. Por isso, um plebiscito sobre aborto é algo desastroso. As mulheres abortam, seus companheiros as ajudam e as apoiam, mas ambos serão contrários à legalização do aborto."
Hipocrisia? Na opinião do juiz João Ricardo dos Santos Costa, vice-presidente de direitos humanos da AMB, sim. "A sociedade é hipócrita e individualista. Não conseguimos nos colocar na condição do outro."
Ele provoca. "Até padres quando se veem em uma situação em que suas parceiras engravidam optam pelo aborto para manter a sua integridade religiosa [permanecer na igreja]. Os juízes são como todas as pessoas. Têm suas vivências e cargas de preconceitos", diz ele.
A pesquisa com os magistrados e promotores, publicada na "Revista de Saúde Pública", se baseou em questionários enviados a 11.286 juízes e 13.592 promotores, por meio das associações que representam as categorias. A taxa de resposta entre os juízes foi de 14%, e entre os promotores, de 20%.

MÉDICOS

Seis anos atrás, o médico Anibal Faúndes, professor aposentado da Unicamp e coordenador do estudo com os magistrados e promotores, coordenou uma outra pesquisa com seus colegas de profissão, os ginecologistas e obstetras. Um total de 4.261 profissionais responderam a questionários enviados pela federação que representa a categoria (Febrasgo).
Um quarto das médicas e um terço dos médicos relataram já ter enfrentado uma gravidez indesejada.
A maioria (80%) optou pelo aborto. Mesmo entre os profissionais para os quais a religião era muito importante, 70% escolheram interromper a gravidez. Quando a questão era a gestação indesejada de uma paciente, 40% dos médicos disseram já terem ajudado a mulher (indicando profissionais que faziam o aborto). A taxa subiu para 48% quando se tratava de um familiar e de quase 80% quando se tratava da sua parceira.
"As mais profundas convicções se rendem frente a circunstâncias absolutamente excepcionais. Todos somos contra o aborto, mas há situações em que ele é um mal menor", diz Faúndes.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Reflexões sobre a bondade do bem

"Como se vê, meu altruísmo é do tamanho de uma noz. Mas não creio ser mais egoísta do que a média dos humanos. Proponho ao leitor que também passe seus bons sentimentos no raio X, pois eles raramente não atendem a motivos autocentrados. Desconfio dos que se arvoram ser grandes corações, dos amores desinteressados, da vontade de parecer uma boa alma. Não quero dizer com isso que somos incapazes de altruísmo e solidariedade legitima, apenas que nosso preferencial objeto de compaixão e amor somos nós mesmos em uma medida maior do que estamos dispostos a admitir."

Diana Corso, na ZH de ontem.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sobre política, celebridades e hipocrisia

O candidato ao governo do Estado pelo PV fez um apelo para que "eu" me junte à "Marina, à Gisele Bünchen e tantas outras lideranças sociais" que estão engajadas na luta pela salvação do planeta. Invocar o nome da Gisele Bünchen e qualificá-la como liderança social é a prova da canalhice completa que impera entre esses que desejam compor o leviatã. Essa estratégia eleitoreira tem sido utilizada pela campanha de todos os candidatos - pelo menos foi o que observei em relação ao Executivo Federal. Eu queria dizer, enfim, que "nossos" neurônios são capazes de ir muito além da oca retórica sentimentalóide. Gisele Bünchen foi DEMAIS. É importante lembrar que a Gisele Bünchen, além de ser a mártir da futilidade e do consumo, desfilou com casacos de pele de bicho tão longos que alcançavam o chão, o que, na época, foi motivo de grande protesto. Se o candidato do PV, que é um homem honesto, conseguiu invocá-la para me persuadir à juntá-los, é porque a situação está realmente crítica. Está cada vez mais difícil construir argumentos sérios.

capitalices

Hoje estava assistindo a Globo News e anunciaram: "Os empresários esperam o melhor Dia da Criança em 6 anos". Eu sempre disse: essas crianças estão cada vez mais precoces.

Dia pela descriminalização do aborto

Hoje, 28 de setembro, é o dia pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. A descriminalização, a meu ver, é fundamental hoje sobretudo por se tratar de um tópico de saúde pública. A despeito da criminalização ou não, abortos acontecem e vão continuar acontecendo, e aos montes. Mas é claro que o que está por trás da discussão vai muito além de enquadrá-la como questão de saúde pública ou não, mas diz respeito à capacidade de autodeterminação feminina, de poder decidir sobre o seu corpo e a sua vida. Sob todos os aspectos sou favorável - tanto ao debate(lógico, já que a democracia nos permite tudo discutir) como às conseqüências de tornar efetiva a possibilidade da mulher interromper a gravidez. E só para que o não dito não diga mais do que o dito, isso não quer dizer que não se deve ter atenção com a preservação da vida intra-uterina. Vale frisar: descriminalizar não é o mesmo que banalizar a vida fetal.

O mundo seria lindo se não fossem os homens (e algumas poucas mulheres)

Na Roma antiga os candidatos a cargos eletivos trajavam uma toga branca como forma de identificá-los e distingui-los dos demais cidadãos. Nesse sentido, a palavra “candidato” vem do latim candidatus, que significa “aquele que veste roupa branca”, representando a pureza, a honestidade, a idoneidade moral para o exercício do cargo postulado.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

É o fim das touradas na Cataluña

Interdiction des corridas en Catalogne

Fonte: Publié le 23 septembre 2010 par leblogdeterrain

Cet été, les députés du Parlement régional de Catalogne ont approuvé l’interdiction des corridas, par 68 voix pour et 55 contre. Ce vote, fruit de sept mois de débats, est le résultat d’une « initiative législative populaire » (ILP), lancée en 2008, qui a recueilli 180 000 signatures.

À la suite de cette interdiction, des milliers de manifestants pro et anti-corrida ont défilé tour à tour dans les rues de Nîmes, le 11 septembre dernier, juste avant la feria des Vendanges, et pendant que se déroulaient les corridas de la feria d’Arles.

La corrida a toujours été très controversée : spectacle cruel et barbare, conservation des traditions ou mythologie moderne ?
Quelles sont les différentes formes de corridas ? Pourquoi existent-elles seulement dans certaines régions ? De quoi les corridas sont-elles le symbole ? À quoi nous renvoient-elles?

Techo-Parade, le 25 septembre à Paris

La 12ème édition de la Techno Parade se déroulera le samedi 25 septembre 2010 dans les rues de Paris. Rendez vous à midi place Denfert-Rochereau.





Rap, techno, électro, house, jungle, trip hop… ces styles musicaux font partie du paysage discographique français depuis la fin des années 1990. Ils sont apparus comme des fenêtres ouvertes sur les plaisirs, les désirs et les maux de la jeunesse.
Comment apparaissent de nouveaux genres musicaux? D’où viennent les électronistes? Que nous disent ces musiques de la société?

sábado, 11 de setembro de 2010

No planeta dos homens com rabo...

Disseram eles: "É muito importante a experiência do processo dialético cubano". Seria lindo... se as antíteses, quando não se tratassem apenas de sombras da tese, não fossem impedidas de sair do país para trocar idéias na Europa, como é o caso da blogueira cubana Yaoni Sanchez. Ah, e também têm as antíteses mortas pelo regime de Castro. Acordem, senhores! À dialética cubana estão faltando as pernas e a análise romântico-sentimental é estúpida.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

É pra lá que eu vou

Graz, na Áustria, é o nome da cidade que aparece nas fotos e onde vou ficar de janeiro a abril do ano que vem, fazendo uma pesquisa sobre o conceito de obrigações positivas na jurisprudência da CEDH. Agora estou tentando conhecer um pouco sobre a cultura e ter informações do local. Descobri uma informação valiosíssima: "É a cidade natal de Arnold Schwarzenegger." (segundo 'wiki').

Graz [graːts] (possível origem etmológica do esloveno: Gradec IPA: /gra.deʦ/, "pequeno castelo"), é uma cidade austriaca e capital do estado da Estíria. É a segunda maior cidade do país. É a cidade natal de Arnold Schwarzenegger.

Graz tem uma longa tradição como cidade universitária: suas 6 universidades tem juntas mais de 44.000 alunos. População (2008) 252.852 hab. A cidade antiga de Graz é um dos centros civicos bem preservados da Europa Central. Em 1999, ele foi adicionado à lista de Patrimônios Culturais da Humanidade pela UNESCO. A cidade foi Capital Européia da Cultura em 2003.







quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tony Blair - A Journey

O livro escrito por Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico, está causando alguma revolta. No blog Lenin's Tomb (http://leninology.blogspot.com/2010/09/tony-blair-must-die.html) há uma crítica feroz a ele. Se organizou inclusive um protesto para a noite de autógrafos, já que alguns mais indignados não gostariam que a grande bookseller britância Waterstones sediasse o evento. O que achei interessante foi a "capa" de um livro disponível no blog Lenin's Tomb.






Authors protest at Waterstone's Blair book signing

Fonte: http://www.thebookseller.com/news/126253-authors-protest-at-waterstones-blair-book-signing.html

18.08.10 | Graeme Neill

Authors including Iain Banks, AL Kennedy and John Pilger have written to the Guardian urging Waterstone's to reconsider hosting its signing event for Tony Blair next month. "Waterstone's will seriously harm its own reputation as a respectable bookseller by helping him promote his book," the letter states.

The signing has dominated the national press since The Bookseller revealed details of the high-security event last week, where Blair will sign his memoir A Journey. Members of the Stop the War Coalition, who have also signed this letter, are to protest at the signing. Blair has since announced he will donate all proceeds, including the advance, to a British Legion charity that helps the rehabilitation of injured servicemen. Both AL Kennedy and John Pilger have been published by Random House, Blair's publisher.

The letter continues: "We believe this event will be deeply offensive to most people in Britain. The large majority of the British public say Mr Blair told lies and fabricated evidence to take Britain into a war with Iraq that he knew to be illegal under international law. According to a recent poll, 25% believe Mr Blair should be indicted for war crimes."

The letter's signees in full are Iain Banks, AL Kennedy, Moazzam Begg, Andrew Burgin, Ben Griffin, Lindsey German, Dr Felicity Arbuthnot, Tanya Tier, John Pilger, Michael Nyman and Andrew Murray. Blair's decision to give all proceeds from the book to charity continues to dominate the press with other broadsheets featuring letters about the donation—many of them critical.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sexularism

Esse é o título de um artigo bem interessante sobre a relação entre Feminismo e Secularismo (ou, o que o secularismo trouxe e não trouxe para a igualdade de gênero). A autora, Joan Scott, é uma historiadora feminista.

Bom, na verdade eu queria inserir aqui o arquivo pra download, mas agora vi que não é posssível. Então vou colocar um link que disponibiliza o texto pra download:

http://cadmus.eui.eu/dspace/bitstream/1814/11553/1/RSCAS_DL_2009_01.pdf

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma reflexão sobre a matéria da TIME Maganize (What Happens if we leave Afghanistan)

Fonte: http://www.islamicinsights.com/news/opinion/liberating-the-women-of-afghanistan.html

"Liberating" the Women of Afghanistan

TIME magazine must be experiencing a severe case of amnesia, judging by the cover of this week's issue which asks, "What Happens If We Leave Afghanistan." At best, this effort by TIME is irresponsible slick journalism; at worst, it is one of the most blatant pieces of pro-war propaganda seen in years. The world owes Afghanistan's women an honest answer as to why we apathetically allow their condition to deteriorate from horrible to simply unspeakable. Instead, TIME is willingly deceiving readers into thinking that the condition of Aisha – the woman pictured on the cover – is a product of the Taliban 10 years ago. It is not. Aisha's scarred face is a heart-wrenching reflection of the state of Afghan women today in the year 2010, and under the absurd assertion of democracy and the presence of thousands of US and NATO troops in the country.

Aisha was attacked by the Taliban last year, the same time that thousands of foreign troops were running around the country under the guise of liberating it. TIME is repeating the inexcusable and now redundant mantra used by the Department of Defense and by just about every neocon politician: We're in Afghanistan to save the women. Here's the problem: as US troops remain in the country and have dominated it for the past 10 years, violence against women in Afghanistan has been increasing – not decreasing. The actions of the Taliban have been reprehensible and the farthest thing from Islamic doctrine; however, TIME magazine and Katie Couric (who gave a humiliating endorsement of the cover and succeeding article) seem intent on fueling the fire of Islamophobia using such images.

The media incessantly teaches us that Muslims – particularly the male gender – are cruel and behave scathingly towards females. In the case of the Taliban this is the truth, and it's an insult to Islam that such vile characters claim adherence to it. However, equally insulting is the notion of the US being in Afghanistan to protect the women from the Taliban, which was created and funded by the United States during the Cold War against the now-defunct Soviet Union. Those absurd enough to propagate that the US is out to liberate Muslim women seem at a loss to explain why the US is not currently sending F-16's into Saudi Arabia to free its women from the chains of oppression, and from the threat of honor killings and child marriages. Then again, the United States has no qualms about supporting Saudi Arabia with billions of dollars in military sales and various "aid" packages each year – in addition to whiskey and other unmentionables – in order to maintain the status quo that currently operates the Middle East for American interests.

The same misogynistic warlords and drug lords responsible for mass murder in Afghanistan are now running the government, thanks to the US support they enjoy. Perhaps the only difference now is found in the suits they wear and the masks of so-called democracy. There are currently three major parties at play in determining the fate of women in the country: the US-installed government, the Taliban-influenced insurgency, and the US itself. Here's a wild thought: at those top secret meetings between these three altruistic set of agendas, the last thing they concern themselves with is whether or not little Fatima or Aisha is allowed to go to school without acid being thrown on her face. Instead, the rights of women becomes a breaking point only when the Afghan government and US make undignified concessions to the insurgency regarding women's rights, in order to maintain a cease-fire with the insurgents or to obtain more political leverage.

The United States shows such grave concern for the plight of Afghan women that they continue to ensure support for Hamid Karzai, even deeming the latest elections "legitimate" despite the apparent fraud and voter intimidation that keeps him in power. In addition to open negotiations and concessions with the Taliban, Karzai is also gaining concessions from Hezb-i-Islami (Islamic Party) led by Gulbuddin Hekmatya – a faction whose attitude towards women rivals that of the Taliban in cruelty and oppression. There is another myth being promoted by the Afghan and US policy makers that some form of moderate Taliban exists; in reality, it is the same group of terrorists responsible for making life an utter hell for millions of Afghan women, but with more power and money.

The numbers sold to the media paint an upbeat picture of the state of Afghan women. In truth, these statistics are a cruel joke and do nothing to improve the social standing of women. Ten years and 300 billion dollars later, the United States has done little to empower females in the war-torn country. In the Uruzgan province there are officially 220 schools, but only 21 of them function. According to researcher Rachel Reid in Kabul for Human Rights Watch, "only four per cent of secondary school age girls reach grade 10." Instead of bringing democracy and social equality to Afghanistan, the US helped turn it into the world's largest opium producer, at 93% of the world's opium produced. That is hardly shocking when we consider that Hamid Karzai's brother is the country's biggest drug dealer. While the warlords are profiting from the neocolonialism brought forth by the occupation, the most recent United Nations Human Development Index ranked Afghanistan 181 out of 182 countries. Around twenty million Afghans live on less than $2 a day. For many mothers in impoverished Afghanistan, the situation has led them to consider selling their children due to their inability to feed them.

Only in Afghanistan can child rapists and war criminals be allowed to enter negotiations with a so-called democratic government, and to top that – with US support. Take the rise of Mohammed Mohaqiq into political power for example. In 2001 and 2002, Hezb-e-Wahdat began a systematic targeting of Pashtuns in Afghanistan due to their ethnic ties to the Taliban. As a result, whole villages of civilians were attacked and young girls were abducted on their way to school by Mohaqiq's armed thugs. In 2002, Mohaqiq landed himself a position as the Vice-Minister of Planning in the new and "democratic" Afghan government. In 2007 he masterminded the Afghan amnesty law which granted total protection and forgiveness to Taliban warlords. The law was not passed in 2007, but during the 2009 Afghan elections – an event which history will forever paint as the paragon of the corrupted – Mohaqiq threw his support behind Karzai who promised him a new position in the new government. Interestingly enough, Karzai would also quietly place in effect the Afghan amnesty law in 2010, subsequently forever immunizing Mohaqiq and his criminal counterpart for their crimes against women.

The "let's save Afghan women" rhetoric looks terribly hypocritical, considering that the US and NATO stood by idly as Karzai and the warlords mounted the biggest voter fraud scheme in modern history. The TIME article ponders the fate of Afghan women once the US stops sending down packages of humanitarian aid on them in the form of drone attacks on civilian populations and attacking wedding parties, among other dangerous targets. However, in the defense of the US army, once you legitimize the Taliban and even enter secret negotiations with them, they aren't really your enemy anymore – so why not bomb the civilians to death? In Afghanistan, the very presence of a foreign army has brought with it indiscriminate bombings by the "forces of freedom," massacres of civilians by US troops, and wide-spread public corruption by US-installed stooges.

It is an unforgivable sin by the US media and policy-makers to continue shamelessly claiming they are in Afghanistan to liberate its female population.

Perhaps it makes sense for the US and Taliban to enter into agreements, considering that they both have a knack for killing innocent civilians in Afghanistan and elsewhere. Instead of asking what happens if we stay in Afghanistan, TIME is jumping on the pro-war, right-wing media juggernaut and throwing its weight behind the continued destruction of Afghanistan's social and civil infrastructure. The US owes it to Afghanistan's women to at least cease to insult them by claiming that making their living conditions more reprehensible is somehow "liberating" them. These women and young girls have been through enough. Let's not make them the poster children for more airstrikes on civilian neighborhoods.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dá-lhe

E o Colorado deu show de bola ontem em Guadalaraja.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

(in)tolerância para que(m)?

A mídia está anunciando que a iraniana Sakineh pode ser executada a qualquer momento e que os jogadores coreanos teriam sido punidos pelo desempenho na Copa. Vou dizer que hoje, para mim, está sendo difícil apostar na tolerância. Não consigo conceber qualquer argumento que legitime a violência do soberano sobre os corpos de seus cidadãos/não cidadãos. Por outro lado, como a outra face da tolerância é a intolerância, deve-se ter cuidado para não cair em armadilhas. Mas o que fazer para salvar uma vida que acontece agora?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje tô bem feliz

Deu o Colorado!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Entrevista de Fausto de Sanctis no Roda Viva

Nervoso e inquieto com as perguntas, falou pérolas inesquecíveis.
Disse que é um absurdo se conceder uma liminar em HC sem ouvir o juiz de primeira instância (nesses casos gigantescos, que envolvem megaoperações da PF e inúmeras árvores). Nesse momento, um jornalista questionou por que ele não respondeu aos ofícios encaminhados pelo Supremo. Se arrumou na cadeira e engoliu seco: é uma forma de retardar um pouco a informação porque existe um interesse público envolvido. Disse que não gosta da expressão "linha dura" e vai lançar um romance chamado Xeque-Mate. Muito polêmico.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu sou atriz pornô, e daí?

Texto do Contardo Calligaris, via twitter.


É uma ideia antiga: uma mulher, se ousa desejar, só pode ser "a puta", com a qual tudo é permitido


RESISTI A pedidos e pressões para que comentasse o caso do goleiro Bruno. Não gosto de especular sobre investigações inacabadas ou acusações ainda não julgadas. No entanto, especialmente nos crimes midiáticos, sempre há fatos e atos que merecem comentário e que não dependem da culpa ou da inocência de suspeitos ou acusados. Por exemplo, durante a investigação sobre a morte de Isabella Nardoni, o fato mais interessante era a agitação da turba: diante da delegacia de polícia, os linchadores pulavam e gritavam indignados só quando aparecia, nas câmeras de TV, a luz vermelha da gravação. Há turbas parecidas no caso do goleiro Bruno. E, além das turbas, também alguns delegados de polícia parecem se agitar especialmente quando as câmeras estão ligadas, o que, provavelmente, não contribui ao progresso das investigações. Mas o que me tocou, nestes dias, foi outra coisa. Segundo o advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende o goleiro Bruno, a polícia estaria investigando um crime inexistente, pois Eliza Samudio estaria viva e se manteria em silêncio e escondida pelo prazer de ver o Bruno acusado e preso. Para perpetrar essa vingança, aliás, Eliza não hesitaria em abandonar o próprio filho de cinco meses. É uma linha de defesa que faz sentido, visto que, até aqui, o corpo de Eliza não apareceu. Mas o advogado Firpe, para melhor transformar a vítima presumida em acusada, tentou apontar supostas falhas no caráter de Eliza soltando uma pérola: "Essa moça", ele disse, "é atriz pornô". Posso imaginar a expressão que acompanhou essa declaração: o tom maroto que procura a cumplicidade de quem escuta, uma levantadinha de sobrancelhas para que a alusão confira um valor especialmente escuso à letra do que é dito. Estou romanceando? Acho que não. De mesa de restaurante em balcão de bar, já faz semanas que ouço comentários parecidos, de homens e mulheres, mas sobretudo de homens:
Eliza Samudio era "uma maria chuteira", uma mulher fácil. Será que essas "características" de Eliza absolvem seus eventuais assassinos? Claro que não, protestariam imediatamente os autores desses comentários. Mas o fato é que suas palavras deixam pairar no ar a ideia de que, de alguma forma, a vítima (se é que é vítima mesmo, acrescentaria o advogado Firpe) fez por merecer. Pense nos inúmeros comentários sobre o caso de Geisy Arruda, aluna da Uniban: tudo bem, os colegas queriam estuprá-la, isso não se faz, mas, também, como é que ela vai para a faculdade com aquele vestidinho curto e tal? No processo contra um estuprador, por exemplo, é usual que a defesa remexa na vida sexual da vítima tentando provar sua facilidade e sua promiscuidade, como se isso diminuísse a responsabilidade do estuprador. Isso acontece até quando a vítima é menor: estuprou uma menina de 12 anos? Cadeia nele; mas, se a menina se prostituía nas ruas da cidade, é diferente, não é? Diante de um júri popular, essas considerações funcionam, de fato, como circunstâncias atenuantes: talvez estuprar "uma puta" não seja bem estupro. Em suma, quando a vítima é uma mulher e seu algoz é um homem, é muito frequente (e bem-vindo pela defesa) que surja a dúvida: será que o assassino ou o estuprador não foi "provocado" pela sua vítima? Atrás dessa dúvida recorrente há uma ideia antiga: o desejo feminino, quando ele ousa se mostrar, merece punição. Para muitos homens, o corpo feminino é o da mãe, que deve permanecer puro, ou, então, o da puta, ao qual nenhum respeito é devido: uma mulher, se ela deseja, só pode ser a puta com a qual tudo é permitido (estuprá-la, estropiá-la). Além disso, se as mulheres tiverem desejo sexual próprio, elas terão expectativas quanto à performance dos homens; só o que faltava, não é? Também, se as mulheres tiverem desejo próprio, por que não desejariam outros homens melhores do que nós? Seja como for, para protestar contra a observação brejeira do advogado Firpe, mandei fazer uma camiseta com a escrita que está no título desta coluna. Mas o ideal seria que ela fosse adotada pelas mulheres. Podem mandar fazer, sem problema; o advogado Firpe não tem "copyright" da frase.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Deu o Colorado!

Hoje estou me sentindo até disposta a encarar um papo futebolístico.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Frase do Século

"Marx está morto, Nietzsche também. Eu não me sinto muito bem."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quadrinhos

Recebi este e-mail da Fabi e achei interessante.

O desenhista argentino Joaquin Salvador Lavado, mundialmente conhecido como o Quino, autor da famosíssima tira “Mafalda” resumiu, em oito quadrinhos,o dilema das mudanças de valores nas sociedades atuais.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Pra pensar >> Dilema californiano: superlotação das prisões

Uma lei aprovada no estado da Califórnia com o objetivo de ajudar na ressocialização dos egressos do sistema carcerário, está mudando as regras para o tratamento de presos em liberdade condicional. A mudança foi bem recebida por especialistas, que apontam falhas na atual cultura punitiva do sistema correcional norte-americano.

Os Estados Unidos são líderes em população carcerária: com menos de 5% da população mundial, o país tem um quarto dos detentos do mundo. E a Califórnia abriga o maior contingente de pessoas encarceradas do país. Esse contingente de presos é resultado de um processo que levou a um aumento de 480% da população carcerária desde a década de 1980.

“Além de ter um sistema carcerário superlotado, a taxa de reincidência na Califórnia é altíssima – acima de 70%”, afirma Alex Busansky, diretor do Conselho Nacional para Crime e Deliquência de Oakland, na Califórnia, uma organização que se defende a reforma penal.
Mas isso está prestes a mudar com a aprovação da Lei 3X18, que pretende combater os mecanismos que contribuem para as prisões funcionarem apenas como portas giratórias.

A lei estabelece a decretação de liberdade condicional imediata e irrevogável para condenados de baixo risco, e impede que pessoas em liberdade condicional sejam automaticamente mandadas de volta para a prisão no caso de violação. O tempo passado na prisão também está na mira da nova legislação, já que ela permite que o período de detenção pré-julgamento seja deduzido do tempo total da pena.

Para Marc Mauer, diretor do Projeto Sentença, uma organização nacional que promove a idéia de uma reforma do sistema de justiça criminal, as novas medidas são potencialmente significativas. “É um ótimo momento para avaliar como tratar a questão do crime no país. Durante 40 anos nossa abordagem tem sido construir penitenciárias e encarcerar as pessoas”, opina.

O estado da Califórnia recebeu ordem judicial para reduzir a população carcerária das atuais 165 mil para 56 mil pessoas. As novas medidas vão contribuir para essa redução permitindo a libertação de seis mil indivíduos no primeiro ano.

Se vai fazer alguma diferença? “Isso vai depender de quão longe eles irão com o plano. A Justiça ordenou a redução do contingente em 40 mil pessoas, o estado fala em 17 mil. De qualquer forma, é uma mudança bastante significativa no direcionamento da política carcerária”, opina Mauer.

A construção de presídios e a condenação de criminosos com penas de reclusão se deu ao mesmo tempo que a queda das taxas de criminalidade em todo o país. Mas, por outro lado, a exposição à prisão está diretamente ligada à reincidência criminal.

“Achamos que prender pessoas melhora a segurança pública, mas pesquisas dizem que não. Manter alguém na prisão por 40 anos e arcar com seus custos médicos não produz segurança”, explica afirma Alex Busansky.

Marc Mauer aponta também a necessidade de investimento em prevenção e tratamento e aposta no fortalecimento de famílias e comunidades como medida preventiva e alternativa ao encarceramento, para que o número de pessoas presas diminua.

Texto de Lis Horta Moriconi, do Comunidade Segura

domingo, 18 de julho de 2010

O óleo do domingo à noite

Eu tenho dúvidas angustiantes que me impedem de tomar posição sobre vários assuntos. Essas dúvidas rondam também o que eu penso sobre as mutilações e execuções praticadas em alguns locais do globo versus direitos humanos. Sobre essa relação especificamente, eu penso que, pelo menos num plano internacional, não pode haver intervenção capaz de atingir a autonomia do país. O que se pode fazer, penso eu, singe-se a desenvolver campanhas de conscientização que "estimulem" a "vontade de emancipação" de mulheres (ou outros grupos vítimas de violação), para que eles, autonomamente, decidam lutar e enfrentar dificuldades para materializar seus anseios, construídos e alcançados de forma independente, soberana. Do contrário, se corre o risco de atropelar a cultura local em nome de valores pretensamente universais e acabar cometendo outra violência, ou mais violência.

Mas me lembrei disso porque o Luiz Eduardo Soares, a quem eu sigo no twitter, registrou o seu protesto e a advertência de que não podemos nos calar diante do que acontece com as mulheres condenadas ao apedrejamento. É, de fato, horrível, chocante, triste, revoltante. Cliquei no link postado pelo LES e assinei um abaixo-assinado. Parece que o movimento empreendindo pelos filhos e os protestos ao redor do mundo contrários ao apedrejamento da iraniana Sakineh renderam frutos e o apedrejamento foi cancelado. Me sensibilizei um monte, principalmente quando, ao acessar o site, pensei enxergar uma foto verdadeira. Depois vi que era um protesto. Mas o impacto visual foi forte. Parece que a Sakineh se livrou do apedrejamento, mas não da execução, que ainda pode acontecer nas próximas semanas.

Não sei bem o que pensar, mas acho que qualquer que seja o caminho, não há solução simples.

Se alguém quiser "assinar", tá aí embaixo o link.






---------------------------------------------------------------------------------


Graças a protestos globais a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani acabou de escapar da morte por apedrejamento.

Ela ainda poderá ser enforcada, mas a execução por apedrejamento continua. Agora mesmo outras 15 pessoas estão no corredor da morte aguardando serem apedrejados, onde as pessoas são enterradas até o pescoço e pedras enormes são jogadas nas suas cabeças.

O perdão parcial a Sakineh, fruto dos esforços dos seus filhos em gerar uma pressão internacional, mostrou que se nós nos unirmos manifestando o nosso horror, nós poderemos salvar a vida dela e acabar com o apedrejamento de uma vez por todas. Assine a petição urgente agora e depois envie para todos que você conhece -- vamos acabar com estas execuções crueis agora!

http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/98.php?CLICKTF

Sakineh foi condenada por adultério, assim como as outras 12 mulheres e um homen, que aguardam o apedrejamento. Mas os seus filhos e um advogado diz que ela é inocente e que ela não teve um julgamento justo, dizendo que a sua confissão foi forçada e como ela só fala azerbaijano, ela não entendeu o que estavam perguntando no tribunal.

Apesar do Irã assinar a convenção da ONU que requere que a pena de morte seja usada somente para os “crimes mais sérios” e apesar do Parlamento Iraniano passar a lei banindo o apedrejamento ano passado, o apedrejamento por adultério continua.

Os advogados de Sakineh dizem que o governo Iraniano “está com medo da reação pública no Irã e da atenção internacional” para acabar com o apedrejamento. E depois dos Ministros da Turquia e do Reino Unido se declararem contra a sentença de Sakineh, ela foi suspensa.

Os corajosos filhos de Sakineh estão liderando uma campanha internacional para salvar a sua mãe e acabar com o apedrejamento. Uma comoção internacional agora pode acabar com esta punição terrível. Vamos nos unir hoje ao redor do mundo para acabar com esta brutalidade. Assine a petição para salvar a Sakineh e acabar agora com o apegrejamento

Com esperança e determinação,

Alice, David, Milena, Ben e toda a equipe Avaaz


Fontes:

Irã suspende apedrejamento de mulher por adultério:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hv571JPald9bw84cvILn-E3M_ahQ

Pena de morte para mulher no Irã causa comoção internacional:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4558434-EI294,00-Pena+de+morte+para+mulher+no+Ira+causa+comocao+internacional.html

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dica de blog

http://www.desdecuba.com/generaciony/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O soberano




A prova de que não existe ideologia é o capitalismo radical praticado pelo governo comunista chinês. Ideologia é quem pode manda e quem não pode, obedece. O Fidel é um daqueles porcos da Revolução dos Bichos. Hoje acho bizarríssima essa idéia de existir um soberano.

Olinda é a capital simbólica do Brasil

Eu pessoalmente acho que a atual política no Brasil tem mais a ver com as festas de Olinda do que com a "retidão" de Brasília. Com todo o respeito que merece a capital pernambucana...


LEI N. 12.286, DE 13 DE JULHO DE 2010.

Proclama Olinda a Capital Simbólica do Brasil e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Em 27 de janeiro de cada ano, a cidade de Olinda, no Estado de Pernambuco, será reconhecida, durante esse dia, como a Capital Simbólica do Brasil.

Art. 2o A cada 50 (cinquenta) anos, durante as comemorações da Restauração Pernambucana e Nordestina, o Prefeito de Olinda e sua Câmara de Vereadores receberão os títulos simbólicos de Prefeito e Câmara de Vereadores Mor do Brasil.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de julho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os dilemas de hoje não são como os de antigamente

Esses dias encontrei lá em Erechim uma colega que fez Artes Plásticas comigo há uns 13 anos. Depois de trocar informações sobre o destino que cada uma teve, ela me disse: Era bom quando a maior preocupação que a gente tinha era escolher a cor que ia usar, né? Bom mesmo! Os meus dilemas mudaram imensamente, talvez porque nunca mais tenha pintado nada, nunca mais tenha tocado piano e nunca mais tenha dançado. O culpa é minha, porque nunca mais me permiti ter dilemas banais. Os meus dilemas de hoje influenciam, pelo menos, os próximos 20 anos. Não é pouca coisa.

sábado, 10 de julho de 2010

Desapropriações do Governo Lula

Quem recebe a Resenha Diária com os atos realizados pelos Poderes Executivo e Legislativo da União deve estar acompanhando o punhado de decretos desapropriatórios do Presidente Lula. Eu quase não assisto TV, então não posso afirmar categoricamente... mas parece que a mídia não está alardeando nada. É estranho, mas acompanha o perfil que se delineou desde que o Lula ascendeu ao poder. Por outro lado, é lamentável que não estejamos discutindo mais sobre isso, pois seria bem importante fazê-lo. Não para afirmar velhos valores políticos, mas para entender melhor como o direito de propriedade se relaciona hoje com tópicos extremamente relevantes do ponto de vista social, econômico e ambiental sobretudo. É a relação do direito de propriedade com o outro, com o todo e com o meio ambiente. Desconfio do motivo por que essas desapropriações em massa estão sendo feitas agora.

sábado, 19 de junho de 2010

Olhos voltados para o passado

Amanhã, no Canal Futura, 15 hs, tem documentário sobre a pior experiência segregacionista do século XX.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um biólogo nada otimista

Disponibilizo texto que li no twitter.


Espécie humana estará extinta em 100 anos, diz cientista

Célio Yano* - 18/06/2010

A espécie humana estará extinta em menos de um século. A previsão nada otimista é do conceituado biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.

Em entrevista ao jornal "The Australian", publicada nesta quinta-feira, dia 17 de junho, ele explicou que por conta "da explosão demográfica e do consumo desenfreado" a humanidade não será capaz de sobreviver. "Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais", disse o pesquisador, hoje com 95 anos.

A afirmação foi feita durante uma rara ocasião em que Fenner se dispôs a falar com a imprensa. Membro da Academia Australiana de Ciência e da Sociedade Real, o biólogo já publicou centenas de artigos científicos e escreveu, sozinho ou em parceria, 22 livros.

"Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove bilhões haverá muito mais guerras por alimentos", diz. "Os netos de gerações de hoje enfrentarão um mundo muito mais difícil."

Polêmico, ele credita ainda à falta de ação para se reduzir emissões de gases do efeito de estufa o trágico destino da humanidade. "Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa", afirmou. "A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis desde já".

"A espécie Homo sapiens será extinta, possivelmente dentro de 100 anos", disse. "Um monte de outros animais também serão. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Tento não me manifestar sobre isso, porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa".

O jornal The Australian lembra que a opinião de Fenner é compartilhada por outros cientistas, porém abafada na discussão entre os pesquisadores que creem e os que são céticos em relação às mudanças climáticas.

Na semana que vem Fenner fará a abertura do simpósio sobre Clima, Planeta e Pessoas Saudáveis, na Academia Australiana de Ciência. Em 1980, durante uma Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.

*Nota publicada no portal Exame.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

É lindo

Espírito de copa: Obama e Kim Jong felizes com o resultado do mesmo jogo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Porque você é uma menina com uma flor, eu te prometo amor eterno

À minha amada mãe, que, mais uma vez e sempre, me faz sentir que o amor é infinito... que amar é aconselhar, é dar suavidade, é permitir a liberdade... e que, mesmo que as escolhas e os caminhos fracassem, nela sempre haverá segurança e um abraço cheio de ternura. Esta canção do Francis Hime é linda e sempre me faz pensar nela.

Depois de te ter na minha vida, ser mãe um dia será uma responsabilidade imensa.

Mariposa

Ó filhinha minha
Não sai de perto
Até clarear
Tua mãe tem medo
E precisa muito
Do teu olhar

Conta
Aquela história
Que eu te contava
Pra dor passar
Me acalma
Sussura um verso
E me diz o que é
Que faz sossegar

Nana, nana, nana
Menina e nina
Quem te nanou
Tua mãe tá triste
É de tanto amor

Me diz
Quantas folhas
Perde a palmeira
Antes dela crescer
Será que eu
Vou ter a coragem
De tanto me perder

Me diz
Quantas cruzes
Bordo em meu peito
Antes de me render
Se nos meus bordados
Ou mesmo nos pontos
De um botão
Arremato a dor
Que foi em vão

Pra onde vai
Tanta luz
E essa mariposa
Que se espantou
Pra onde vai
A ternura
Que um dia
Meu peito
Já guardou

Pra onde
É que vou
Tão triste
E madura
Pra onde
Meu amor

Nana, nana, nana
Menina e nina
Quem te nanou
Tua mãe tá triste
É de tanto amor

Ó filhinha minha
Não sai de perto
Até clarear
Tua mãe precisa
Do teu olhar

Nana, nana, nana
Menina e nina
Quem te nanou
Tua mãe tá triste
É de tanto amor

terça-feira, 1 de junho de 2010

Indeferida liminar em HC em favor de Mainardi impetrado por advogado não constituído

Acho o Mainardi um grande debochado, por isso não consigo levar ele muito a sério como jornalista. Juro que queria ver ele cumprindo uma PSC.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli indeferiu liminar em Habeas Corpus (HC 103258) impetrado em favor de Diogo Mainardi. A ação, contudo, foi proposta por advogado não constituído formalmente pelo jornalista, segundo informação da assessoria jurídica do Grupo Abril.

O pedido pretendia ver reconhecida a prescrição da pretensão punitiva por crime de difamação e injúria. Segundo informa o HC, Mainardi foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a três meses de reclusão, com base nos artigos 139 e 140 do Código Penal, substituindo-se a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos – pagamento de três salários mínimos a serem revertidos para entidade pública assistencial.

O advogado autor do pedido apresentado ao Supremo havia recorrido dessa decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o habeas corpus. A decisão foi então questionada por esse advogado no STF.

Ao analisar o pedido de liminar, o ministro Dias Toffoli confirmou que o teor da decisão do STJ não apresenta, de plano, nenhuma ilegalidade. Além disso, frisou o ministro, a corte superior deixou claro que o jornalista foi condenado pelos crimes previstos no Código Penal, e que a prescrição da pretensão punitiva do estado deve ser calculada também com base no Código Penal – que prevê em dois anos a prescrição para crimes com pena máxima de um ano, como no caso.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

STJ mantém turma especial de medicina veterinária criada para filhos de assentados

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter as 60 vagas para famílias de assentados no curso de medicina veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). O curso faz parte do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e é resultado de um convênio firmado entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto Simon Bolívar e a universidade.

No caso, a universidade e o Incra recorreram de decisão que, em antecipação de tutela, suspendeu o processo seletivo dos assentados – que marcaria o início do exercício do convênio, tratado como política de cotas. “O ingresso no curso de medicina veterinária da UFPEL, exclusivamente pelas famílias de assentados do Incra, impõe malferimento ao princípio da igualdade no acesso ao ensino, não devendo a universidade pública privilegiar determinadas categorias ou segmentos de categorias profissionais”, explicitou a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

No STJ, o relator do processo, ministro Hernam Benjamim, destacou que deve ser respeitada a autonomia universitária, no que diz respeito à possibilidade de criação de cursos por meio de convênios. “O objeto do convênio firmado entre a UFPEL e o Incra visa ao cumprimento dos princípios da igualdade de condições ao ensino, do pluralismo de ideias, do respeito à liberdade, do apreço à tolerância, da gestão democrática do ensino e da vinculação entre o ensino, o trabalho e as práticas sociais”, afirmou o ministro.

Para o relator, a efetividade das políticas públicas não pode ser frustrada mediante decisões pautadas em mera cognição sumária, não podendo o Judiciário intrometer-se em desenvolvimento de programas sociais, sobretudo se ausente manifesta ilegalidade ou situação que exija a excepcionalidade da intervenção.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Grande Ditador

Já faz algum tempo que venho admirando imensamente o Chaplin. Tanto porque viveu uma vida absolutamente truncada, como porque, ao longo dela, produziu uma extensa e excelente filmografia.

Já assisti a uma porção de documentários sobre a vida e obra dele, mas estou carente de uma boa leitura.

Em resumo, o que eu quero dizer com o post é que assisti, neste final de semana, juntamente com o Cassi, a um pedaço de O Grande Ditador, que passava no Futura (é Futura mesmo?). Foi então que me lembrei do quanto a cena do Chaplin com o globo terrestre é genial. A curiosidade, relevada no programa da TV após o filme - e que eu desconhecia -, é que o filme foi lançado em 1940, antes de chegar ao fim a Segunda Guerra Mundial.

A sátira que permeia todo o filme é empreendida pelo personagem Adenoid Hynkel. O gênero comédia - como não poderia deixar de ser - está sempre presente, mas ao final surge um discurso enfático e emocionado. Entre gritos, xingamentos, tapas e pontapés, aparece uma cena de (digamos) carinho com um globo terrestre. Essa cena é - pra mim - uma das principais no filme e revela a obsessão de Hitler:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Decreto publicado hoje

O motivo por que aparecem esses símbolos eu não sei, mas é possível ler.

DECRETO N� 7.179, DE 20 DE MAIO DE 2010.


Institui o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, cria o seu Comit� Gestor, e d� outras provid�ncias.

O PRESIDENTE DA REP�BLICA, no uso da atribui��o que lhe confere o art. 84, inciso VI, al�nea �a�, da Constitui��o,

DECRETA:

Art. 1o Fica institu�do o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, com vistas � preven��o do uso, ao tratamento e � reinser��o social de usu�rios e ao enfrentamento do tr�fico de crack e outras drogas il�citas.

� 1o As a��es do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas dever�o ser executadas de forma descentralizada e integrada, por meio da conjuga��o de esfor�os entre a Uni�o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic�pios, observadas a intersetorialidade, a interdisciplinaridade, a integralidade, a participa��o da sociedade civil e o controle social.

� 2o O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas tem como fundamento a integra��o e a articula��o permanente entre as pol�ticas e a��es de sa�de, assist�ncia social, seguran�a p�blica, educa��o, desporto, cultura, direitos humanos, juventude, entre outras, em conson�ncia com os pressupostos, diretrizes e objetivos da Pol�tica Nacional sobre Drogas.

Art. 2o S�o objetivos do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas:

I - estruturar, integrar, articular e ampliar as a��es voltadas � preven��o do uso, tratamento e reinser��o social de usu�rios de crack e outras drogas, contemplando a participa��o dos familiares e a aten��o aos p�blicos vulner�veis, entre outros, crian�as, adolescentes e popula��o em situa��o de rua;

II - estruturar, ampliar e fortalecer as redes de aten��o � sa�de e de assist�ncia social para usu�rios de crack e outras drogas, por meio da articula��o das a��es do Sistema �nico de Sa�de - SUS com as a��es do Sistema �nico de Assist�ncia Social - SUAS;

III - capacitar, de forma continuada, os atores governamentais e n�o governamentais envolvidos nas a��es voltadas � preven��o do uso, ao tratamento e � reinser��o social de usu�rios de crack e outras drogas e ao enfrentamento do tr�fico de drogas il�citas;

IV - promover e ampliar a participa��o comunit�ria nas pol�ticas e a��es de preven��o do uso, tratamento, reinser��o social e ocupacional de usu�rios de crack e outras drogas e fomentar a multiplica��o de boas pr�ticas;

V - disseminar informa��es qualificadas relativas ao crack e outras drogas; e

VI - fortalecer as a��es de enfrentamento ao tr�fico de crack e outras drogas il�citas em todo o territ�rio nacional, com �nfase nos Munic�pios de fronteira.

Art. 3o Fica institu�do o Comit� Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, composto por um representante, titular e suplente, de cada �rg�o a seguir indicado:

I - Gabinete de Seguran�a Institucional da Presid�ncia da Rep�blica;

II - Casa Civil da Presid�ncia da Rep�blica;

III - Secretaria-Geral da Presid�ncia da Rep�blica;

IV - Secretaria de Rela��es Institucionais da Presid�ncia da Rep�blica;

V - Secretaria de Direitos Humanos da Presid�ncia da Rep�blica;

VI - Secretaria de Comunica��o Social da Presid�ncia da Rep�blica;

VII - Secretaria de Pol�ticas para as Mulheres da Presid�ncia da Rep�blica;

VIII - Minist�rio da Justi�a;

IX - Minist�rio da Sa�de;

X - Minist�rio do Desenvolvimento Social e Combate � Fome;

XI - Minist�rio da Defesa;

XII - Minist�rio da Educa��o;

XIII - Minist�rio da Cultura;

XIV - Minist�rio do Esporte; e

XV - Minist�rio do Planejamento, Or�amento e Gest�o.

� 1o Compete ao Gabinete de Seguran�a Institucional da Presid�ncia da Rep�blica e ao Minist�rio da Justi�a a coordena��o do Comit� Gestor.

� 2o Os membros do Comit� Gestor ser�o indicados pelos titulares dos �rg�os nele representados, no prazo de quinze dias contado da publica��o deste Decreto, e designados pelo Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Seguran�a Institucional da Presid�ncia da Rep�blica.

� 3o O Comit� Gestor reunir-se-� periodicamente, mediante convoca��o de seus coordenadores.

� 4o Os coordenadores Comit� Gestor poder�o convidar para participar de suas reuni�es, representantes de outros �rg�os e entidades da administra��o p�blica federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic�pios, dos Poderes Judici�rio e Legislativo, de entidades privadas sem fins lucrativos, bem como especialistas.

� 5o Ao Gabinete de Seguran�a Institucional da Presid�ncia da Rep�blica caber� prover apoio t�cnico-administrativo e os meios necess�rios � execu��o dos trabalhos do Comit� Gestor.

Art. 4o Compete ao Comit� Gestor:

I - estimular a participa��o dos entes federados na implementa��o do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas;

II - acompanhar e avaliar a implementa��o do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas; e

III - consolidar em relat�rio peri�dico as informa��es sobre a implementa��o das a��es e os resultados obtidos.

Art. 5o O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas ser� composto por a��es imediatas e estruturantes.

� 1o As a��es Imediatas do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas contemplam:

I - amplia��o do n�mero de leitos para tratamento de usu�rios de crack e outras drogas;

II - amplia��o da rede de assist�ncia social voltada ao acompanhamento sociofamiliar e � inclus�o de crian�as, adolescentes e jovens usu�rios de crack e outras drogas em programas de reinser��o social;

III - a��o permanente de comunica��o de �mbito nacional sobre o crack e outras drogas, envolvendo profissionais e ve�culos de comunica��o;

IV - capacita��o em preven��o do uso de drogas para os diversos p�blicos envolvidos na preven��o do uso, tratamento, reinser��o social e enfrentamento ao tr�fico de crack e outras drogas il�citas;

V - amplia��o das a��es de preven��o, tratamento, assist�ncia e reinser��o social em regi�es de grande vulnerabilidade � viol�ncia e ao uso de crack e outras drogas, alcan�adas por programas governamentais como o Projeto Rondon e o Projovem;

VI - cria��o de s�tio eletr�nico no Portal Brasil, na rede mundial de computadores, que funcione como centro de refer�ncia das melhores pr�ticas de preven��o ao uso do crack e outras drogas, de enfrentamento ao tr�fico e de reinser��o social do usu�rio;

VII - amplia��o de opera��es especiais voltadas � desconstitui��o da rede de narcotr�fico, com �nfase nas regi�es de fronteira, desenvolvidas pelas Pol�cias Federal e Rodovi�ria Federal em articula��o com as pol�cias civil e militar e com apoio das For�as Armadas; e

VIII - fortalecimento e articula��o das pol�cias estaduais para o enfrentamento qualificado ao tr�fico do crack em �reas de maior vulnerabilidade ao consumo.

� 2o As a��es estruturantes do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas contemplam:

I - amplia��o da rede de aten��o � sa�de e assist�ncia social para tratamento e reinser��o social de usu�rios de crack e outras drogas;

II - realiza��o de estudos e diagn�stico para o ac�mulo de informa��es destinadas ao aperfei�oamento das pol�ticas p�blicas de preven��o do uso, tratamento e reinser��o social do usu�rio e enfrentamento do tr�fico de crack e outras drogas il�citas;

III - implanta��o de a��es integradas de mobiliza��o, preven��o, tratamento e reinser��o social nos Territ�rios de Paz do Programa Nacional de Seguran�a P�blica com Cidadania - PRONASCI, e nos territ�rios de vulnerabilidade e risco;

IV - forma��o de recursos humanos e desenvolvimento de metodologias, envolvendo a cria��o de programa de especializa��o e mestrado profissional em gest�o do tratamento de usu�rios de crack e outras drogas;

V - capacita��o de profissionais e lideran�as comunit�rias, observando os n�veis de preven��o universal, seletiva e indicada para os diferentes grupos populacionais;

VI - cria��o e fortalecimento de centros colaboradores no �mbito de hospitais universit�rios, que tenham como objetivos o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento de metodologia de tratamento e reinser��o social para dependentes de crack e outras drogas;

VII - cria��o de centro integrado de combate ao crime organizado, com �nfase no narcotr�fico, em articula��o com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote��o da Amaz�nia - CENSIPAM, com apoio das For�as Armadas;

VIII - capacita��o permanente das pol�cias civis e militares com vistas ao enfrentamento do narcotr�fico nas regi�es de fronteira; e

IX - amplia��o do monitoramento das regi�es de fronteira com o uso de tecnologia de avia��o n�o tripulada.

� 3o O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas promover�, ainda, a articula��o das a��es definidas neste artigo com outras a��es desenvolvidas em �mbito federal, estadual, distrital e municipal.

Art. 6o As despesas decorrentes da implementa��o do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas correr�o � conta de dota��es or�ament�rias pr�prias dos �rg�os nele representados, consignadas anualmente nos respectivos or�amentos, observados os limites de movimenta��o, de empenho e de pagamento da programa��o or�ament�ria e financeira anual.

Art. 7o A execu��o das a��es previstas neste Plano observar� as compet�ncias previstas no Decreto no 5.912, de 27 de setembro de 2006.

Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publica��o.

Bras�lia, 20 de maio de 2010; 189o da Independ�ncia e 122o da Rep�blica.

LUIZ IN�CIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Fernando Haddad
M�rcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli
M�rcia Helena Carvalho Lopes
Jorge Armando Felix

terça-feira, 18 de maio de 2010

Minhocas na cabeça

Depois da vida há morte. É, também acho triste.
So let´s take it easy.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Notícias de far far away

Enquanto isso, no mundo das feministas que não conseguiram chegar lá, quem discorda da política internacional reinante - especialmente no que diz respeito às relações internacionais e a luta contra o terror - é, no mínimo, ingênuo, conforme nos diz Hilary Clinton.

GM Lucra US$ 865 milhões no primeiro trimestre do ano

- Papai?
- Sim, liberalistinha?
- Tá decidido. O senhor não deve mais intervir na minha vida. Eu sou auto-controlável, auto-regulável e auto-suficiente. Não preciso mais do senhor. O senhor é mau e opressor.
- Hmmm.
- No entanto, se um dia eu precisar do senhor, se um dia meus princípios não funcionarem mais, o senhor me deve ajuda, porque, afinal, pai é pai e sempre deve proteger seus filhos, mesmo que tenham errado e sido maus. O que é meu é meu e o que é teu é meu, né papai?
- Hmmm.
- Quando me faltar comida posso vir mamar nas tuas mamicas, papai?
- Tá certo. Agora arruma esse topete com gel, meu filho, porque a vida continua.

domingo, 9 de maio de 2010

Curiosidade

Estes detalhes estão aparecendo de forma curiosa nas placas de Erexim (isso mesmo, é com x). Tirei foto de duas.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Reiterando

Todas as canções do novo disco estão disponíveis no site:

http://www.jorgedrexler.com/index2.asp

Mais uma vez, ele foi brilhante.

a trama de jorge drexler

o desenlace não poderia ser melhor.

jorge drexler acaba de lançar amar la trama, seu novo trabalho de estúdio, e traz consigo percepções quase unânimes quanto à sonoridade mais pop.

produzido por matías cella, velho parceiro de drexler, amar la trama vem com 11 temas inéditos e uma recriação para i don’t worry about a thing de mose allison.

o processo de gravação foi peculiar.

um estúdio de televisão foi locado e serviu de palco para todos os músicos tocarem simultaneamente, no maior clima de live session.

aliás, um fator apontado como diferencial pelo próprio drexler neste novo trabalho foi a ausência de elementos eletrônicos, presentes em álbums como o 12 segundos de oscuridad e eco.

drexler fez questão de salientar que amar la trama é um álbum essencialmente orgânico.

para nossa alegria, no youtube oficial do cara é possível assistir a todas as faixas presentes no disco, visualizando este processo de gravação.

um dos destaques é la trama y el desenlace, uma das minhas favoritas, já presente na programação da itapema fm, confira:

site oficial: jorgedrexler.com

Os créditos vão para o Cassio Henke.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Complicado mesmo!

As crianças estão colecionando pulseiras do sexo. Os adultos, figurinhas da Copa. Tá tudo muito complicado.

Mundolivro via twitter.

Um pé lá e outro aqui

... E se fôssemos verdadeiramente seres dotados de razão, entenderíamos que a vida não faz o menor sentido. As fantasias que a modernidade fabricou fazem os sofrimentos progredirem na exata medida em que se esvanecem os sonhos. Hmmm, mas não existe medida exata...

As barreiras do Pensamento II

Caros organizadores,

Existe algum tipo de isenção ou redução no valor da inscrição para pessoas de baixa renda?
Eu gostaria muito de participar, mas os valores do evento estão muito elevados.

Atenciosamente,

Caterpillar.



Caro Caterpillar,

Não temos nenhum tipo de isenção ou redução do valor em função da renda. Normalmente fazemos o parcelamento em até três vezes, mas caso seja de seu interesse, podemos fazer um parcelamento diferenciado, em até dez vezes. Nesta situação você deveria vir até o nosso escritório para fazer a compra.

Atenciosamente,


Central de Relacionamento
FRONTEIRAS DO PENSAMENTO
+55 51 3019.2326
www.fronteirasdopensamento.com.br

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Xixi no banho

É hilário!

Acessem: http://www.xixinobanho.org.br/

Se rolar a musiquinha é ainda mais divertido.

Ali consta que no sudeste cada pessoa consome, em média, 360 l de H2O no banheiro (entre chuveiro, descarga e pia), o que correponde a 80% dos gastos pessoais diários.

E vai água para conservar os nossos ideais de limpeza!

O site é interativo, cada pessoa pode deixar um recado, que vira uma gotinha - de xixi, creio eu.

sábado, 17 de abril de 2010

O pope nao poupa ninguém

Vossa Santidade, o holy pope, sugeriu na semana passada: "sex offender clergy must 'do penance'". Talvez pudesse ser uma saída, se essa não fosse, desde sempre, a única atividade dos enviados e uma velha conhecida de todos nós. Sem querer simplificar a questão, penso que mais liberdade e menos culpa permitiriam que os clérigos conhecessem o sexo e a sua própria sexualidade com alguém (homem ou mulher) com idade suficiente para lhes dizer um não. Fazer penitência é o mesmo que jogar a sua "sujeirinha" para debaixo do tapetinho e deixar ela lá escondidinha, para viver uma vida cheia de concessões. A penitência é uma estrada que só vai. Não permite pensar porque a resposta já está pronta.
Depois dessa declaração esperançosa que o holy pope deu, só reafirmo a minha convicção de que essa igreja que não tem absolutamente nada a ver com espiritualidade e com reflexão, o que subverte a prória idéia do seu Deus.

Como diz o Carpinejar, não sei bem com que palavras, é quando a gente cresce que entende que a alma é fraca e a carne é forte.

O Carpi está absolutamente certo. Os popes sabem muito bem disso, só que ainda não conseguiram crescer.

Para conferir a matéria, que eu conheci via twitter, basta acessar o link: http://www.guardian.co.uk/world/2010/apr/15/pope-clergy-sex-abuse-penance?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Entretenimento infantil I

A tevelisão veio pra te ajudá a alfabetizá os pimpolins.




quarta-feira, 14 de abril de 2010

O sobrinho-neto do Karl é um cara genial






Roberto Burle Marx (São Paulo, 4 de agosto de 1909 — Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994.

As barreiras do pensamento

Fiquei triste quando fui conferir os valores do evento. R$ 750,00 é muito caro e eu não posso ir.

De uma forma geral, poucas pessoas próximas a mim erguem protestos contra os preços que envolvem as nossas atividades acadêmicas e profissionais. Parece que o cenário de gastos está mudando, mas ainda é caro (embora eu tenha consciência de que fazer um evento envolve custos altos). Alguns eventos são realmente muito caros. Fazer viagens para participar de eventos em outras universidades, nem pensar – principalmente durante a graduação. Os livros são caros e ninguém gosta muito de emprestar ou passar adiante (inclusive eu). O vinho para acompanhar o livro também é caro (mas tudo bem, a gente dá um jeito).

terça-feira, 13 de abril de 2010

Agora falando sério...

Numa terra longínqua aconteceu, um dia, o Fórum do Cabelinho sem Liberdade. Muito gel e alisamento foram os pontos altos do evento.

Um não dá (!) em dose dupla

A Sandy & Junior - juntamente com a Malu Magalhães - podiam montar uma dupla de tocadoras de triângulo e ir cantar ali na Galáxia ao lado, à direita.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Na República Federativa das Bananas as aparências enganam




'gênio de cão' + inferno astral = perigo iminente

Isso é um cachorrinho? Não, não é (definitivamente!). Isso é o diabo-da-tasmânia. Isso pesa 1 quilo e meio e come quase 1/3 de seu peso em presunto, panetone e TUDO mais que aparecer pela frente, de uma só vez. Isso, ontem, enfiou a cara dentro de uma bolsa, que estava em cima de uma cama - lugar onde isso jamais de la vie teve permissão para subir - e devorou de forma atroz dois bombons Alpinos, gentilmente oferecidos pela Cissa - carinhosamente conhecida como Tia Barsa - à Chefia Suprema do país onde vive esse animal. Uma lástima.

Aqui está sua verdadeira identidade:



Segundo o 'wiki': O diabo-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) é um mamífero marsupial nativo da ilha da Tasmânia. Através do registro fóssil sabe-se que a espécie habitou também a Austrália, tendo-se extinguido no continente cerca de 400 anos antes da colonização pelos europeus. As causas do desaparecimento são desconhecidas mas pensa-se que tenha sido influenciado pela introdução do dingo. O diabo-da-tasmânia é um animal de aparência robusta, com pelagem castanha excepto na zona do peito onde tem uma mancha branca. A cabeça é relativamente grande, com orelhas arredondadas e nariz afilado. Os músculos das mandíbulas são bastante poderosos e, juntamente com os dentes molares especialmente adaptados, permitem ao diabo esmagar ossos.

domingo, 11 de abril de 2010

Uma dica

Acho que uma galera já viu esse filme, mas eu ainda não tinha assistido: Les amants du pont neuf, dirigido por Leos Carax (1991). Reforça a idéia de que a loucura e a brutalidade dependem do olhar do observador. Num ambiente adverso, dois artistas de rua parisienses, que moram na Ponte Neuf, retratam uma loucura faceira e um amor absolutamente delicado. Se não estou enganada, a indicação do filme foi do nosso (meu e da marianita) professor de Francês, o Lucas.