"Como se vê, meu altruísmo é do tamanho de uma noz. Mas não creio ser mais egoísta do que a média dos humanos. Proponho ao leitor que também passe seus bons sentimentos no raio X, pois eles raramente não atendem a motivos autocentrados. Desconfio dos que se arvoram ser grandes corações, dos amores desinteressados, da vontade de parecer uma boa alma. Não quero dizer com isso que somos incapazes de altruísmo e solidariedade legitima, apenas que nosso preferencial objeto de compaixão e amor somos nós mesmos em uma medida maior do que estamos dispostos a admitir."
Diana Corso, na ZH de ontem.
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